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Sobreviver à política na empresa.

O que separa quem sobe de quem é usado, desgastado e ultrapassado.
Sobreviver à política na empresa.

O que há aqui para mim

Um colega expõe uma falha da tua equipa numa reunião e tu concentras-te em provar que o problema não era grave. Enquanto discutes o detalhe, pode estar a formar-se uma perceção mais perigosa: a de que não controlas a tua área.

Esta leitura dá-te uma forma mais lúcida de interpretar estes episódios, proteger a tua posição sem entrar em guerras e evitar que pequenas ocorrências se transformem em danos duradouros.

Este é um artigo PRO. Uma leitura em profundidade para quem quer ir além da ideia rápida, compreender melhor o problema e levar daqui métodos, contexto e aplicação prática para decidir melhor na tua empresa.

Há um momento em que um líder intermédio percebe que a reunião de direção não serve apenas para resolver temas. Serve também para marcar a sua posição, testar que espaço tem e, por vezes, colar uma imagem a outra pessoa.

Imagina a cena. Reunião semanal, terça-feira, 9:00. Um colega diz, à frente de todos, que a equipa dele teve de pegar num tema porque a tua falhou. Não tinhas ouvido nada sobre isso.

Mais tarde vais ver o que se passou. Descobres um incidente pequeno entre duas pessoas das equipas, resolvido no próprio dia, sem nenhum prejuízo relevante. O tema não era grave. O modo como foi contado é que interessa.

É aqui que muita gente se engana. Fixa-se no detalhe da operação e perde o ponto central. Alguém escolheu aquele momento, aquelas palavras e aquele público.

Nem sempre há malícia. Às vezes há informação incompleta, ego, pressa ou uma tentativa desajeitada de mostrar utilidade. Outras vezes há cálculo. Convém partir destas dúvidas sem ingenuidade e sem dramatizar.

O prejuízo real

O problema não acaba no incidente.

Quando um par te expõe numa reunião, o efeito não fica preso ao conteúdo. Fica colado à perceção de controlo. Quem está na sala não guarda apenas o facto. Guarda também a imagem de quem parecia saber e de quem parecia estar a correr atrás do assunto.

Isto pesa mais do que muitos líderes admitem. Sobretudo quando a chefia acima não conhece o detalhe das operações e preenche os espaços em branco com impressões rápidas. Uma frase mal colocada numa reunião de 45 minutos pode demorar meses a desaparecer.

Há ainda um segundo prejuízo, menos visível. A tua equipa percebe que foste apanhado de surpresa. Se isto se repete, começa a instalar-se uma dúvida silenciosa. Afinal, o que chega ao líder e quando chega.

Ler a intenção

Nem todos os ataques são iguais.

Há colegas que falam antes de validar. Há outros que empolam episódios porque isso os favorece. E há os que vivem a construir um retrato de si próprios como a área que salva o resto da empresa.

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Talvez conheças um líder, empresário ou fundador que esteja a lidar com este problema agora.