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Estamos a progredir?

Há empresas cheias de trabalho que quase não saem do mesmo sítio.
Estamos a progredir?

A empresa pode estar cheia de trabalho e, mesmo assim, quase parada no que mais importa.

É difícil de aceitar, porque o esforço está à vista: agendas cheias, reuniões, respostas rápidas, problemas tratados. O CEO olha à volta e vê movimento.

Mas estar em movimento não significa que estejamos a progredir.

Vi isto muitas vezes em empresas com equipas competentes, pessoas dedicadas, bons planos e uma sensação permanente de urgência. Tudo parecia importante, tudo tinha uma razão válida e, no fim do trimestre, ficava aquela impressão incómoda: correu-se muito, mas avançou-se pouco.

Numa PME, isto aparece depressa.

As vendas tentam salvar o mês, o produto não quer falhar a entrega prometida, o suporte está agarrado ao cliente que reclama todos os dias, as operações tentam manter a casa de pé e a área financeira pergunta, com razão, quem vai pagar isto tudo.

Visto de perto, quase tudo faz sentido. Visto de cima, pode ser um desalinhamento que se paga mais à frente.

Ninguém está a sabotar nada nem está parado. Pelo contrário, quase todos estão a fazer trabalho legítimo. O problema começa quando esse trabalho legítimo empurra a empresa em direções diferentes.

É aqui que muitos líderes se enganam.

Confundem movimento com avanço, horas gastas com resultados e equipas ocupadas com execução.

“Estamos todos cheios de trabalho” pode ser verdade e, ao mesmo tempo, esconder o problema principal: a empresa não escolheu com clareza o que tem mesmo de mudar este trimestre.

Quando isso acontece, cada equipa cria a sua própria versão de qual a prioridade.

Há sinais fáceis de reconhecer. As reuniões começam a servir para negociar urgências, não para proteger as prioridades. Os diretores chegam com problemas reais, mas cada um traz o seu incêndio. O CEO decide caso a caso, desbloqueia aqui, adia ali, muda as prioridades ao almoço e corrige outras ao fim da tarde.

A empresa continua a funcionar, mas funcionar não é o mesmo que progredir.

💡
Transformar atividade em progresso exige mais do que medir trabalho. Exige prioridades protegidas, responsáveis com autoridade e ciclos que terminem em decisões. É esse o sistema desenvolvido no guia de execução da estratégia para PME.

A estratégia pode ter sido bem apresentada. Só não chegou à semana de trabalho. Ficou nas intenções, não nas escolhas.

E sem escolhas, a operação ganha.

Ganha porque aparece todos os dias com clientes, prazos, reclamações, emails e urgências. Há sempre alguém a precisar de uma resposta antes do fim do dia.

A estratégia raramente grita. Por isso, se não tiver dono, números e acompanhamento, perde.

Outro erro comum é chamar resultado ao que é apenas atividade.

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Talvez conheças um líder, empresário ou fundador que esteja a lidar com este problema agora.