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O responsável financeiro devia entrar mais cedo na conversa da IA

A empresa está a usar IA. Alguém sabe quanto gasta?
O responsável financeiro devia entrar mais cedo na conversa da IA

A equipa quer mais licenças. O marketing quer uma ferramenta nova, a área comercial quer automatizar propostas e a operação quer um agente para responder a clientes. Tudo parece razoável, até perguntares quanto já se gasta, quem aprova novos usos e que retorno se espera, sem obteres resposta.

A IA tende a entrar nas empresas pela porta da curiosidade ou da pressão de não ficar para trás. Numa fase inicial, isto é até saudável. O erro começa quando a empresa continua a tratá-la como experiência depois dela já estar a funcionar como operação, com custos recorrentes, consumos variáveis e dependências reais nos processos.

Na maioria das PMEs que conheço, a situação é parecida: alguém tem uma subscrição pessoal, outra pessoa usa outra ferramenta, há uma licença de Copilot para a equipa que ninguém gere de verdade. Separado, parece irrelevante. Junto, começa a ser uma classe de custos sem dono.

O responsável financeiro não entra na conversa para matar a adoção da IA, entra para evitar que a empresa corte tudo mais tarde por apanhar um susto ou por falta de visibilidade. Quando a IA começa a entrar em processos reais, as perguntas que o financeiro sabe fazer tornam-se úteis: quanto se gasta por mês, que contratos são fixos e quais têm consumo variável, que processos usam API, que retorno se espera de cada caso de uso e quem revê os desvios. Fazer essas perguntas cedo é o mínimo para não descobrir o custo na fatura antes de o ter no orçamento.

O que o controlo certo faz é proteger os bons casos de uso. Uma empresa sem visibilidade sobre o que gasta tende a tomar decisões erradas quando aparece o primeiro susto: corta o que não devia ou continua a gastar sem saber porquê.

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