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A inércia é o concorrente

Muitas empresas não falham por falta de tecnologia. Falham porque, entre perceber e mudar, fica sempre qualquer coisa pelo caminho.
A inércia é o concorrente

O problema raramente é técnico. Na maioria das PMEs, a mudança trava porque o modo antigo continua a ser o mais fácil, o mais familiar e o menos ameaçador. A empresa até concorda com a necessidade de mudar, mas volta à secretária e repete o que fazia antes.

Há uma ideia confortável que atrasa muitas empresas, a de que, se uma tecnologia fizer sentido, as pessoas a vão adotar naturalmente.

Na prática, não é isso que acontece.

A maior parte das mudanças importantes não falha porque a ferramenta é má nem porque a empresa não tem dinheiro. Falha porque há uma força mais discreta a puxar para trás. A inércia.

Ela não entra na reunião a dizer “sou contra”, não faz um discurso nem cria um confronto aberto. Aparece de forma muito mais aceitável. “Sim, faz sentido.” “Temos de olhar para isso.” “Vamos analisar com calma.” Depois cada um volta ao posto e continua a trabalhar como antes.

É isso que torna a inércia tão perigosa. Não cria resistência visível. Cria imobilidade.

Muitos líderes demoram a perceber o que se passa porque confundem concordância com mudança. Como ninguém levantou objeções, acham que o tema avançou. Mas uma organização pode estar de acordo e parada ao mesmo tempo. Aliás, é o que acontece muitas vezes.

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