Vem aí um dragão
O que há aqui para mim
Este artigo ajuda o leitor a perceber que a tecnologia já não é uma promessa futura. Já está a mudar a forma como as empresas operam, decidem e competem. Mostra, com exemplos concretos, onde muitas empresas continuam a perder tempo, dinheiro e velocidade por manterem processos manuais, atrasos de informação e formas de trabalho ultrapassadas.
Ao ler, a pessoa ganha uma visão mais clara do que já pode ser automatizado, do que está a ficar para trás na sua empresa e porque é que adiar este tema tem um custo real. Fica também com um critério mais prático para decidir por onde começar.
Este é um artigo PRO. Uma leitura em profundidade para quem quer ir além da ideia rápida, compreender melhor o problema e levar daqui métodos, contexto e aplicação prática para decidir melhor na tua empresa.
Há uma nova espécie de empresa a nascer. Não tem escritório nem equipa no sentido tradicional. É gerida por uma pessoa, uma só, com agentes de inteligência artificial que trabalham sem parar e entregam resultados de manhã via Whatsapp.
Chamei-lhe dragão. Quem o montar a tempo, acelera. Quem o ignorar, vai ter dificuldades sérias em competir.
O rapaz que gere 10 agentes
Bhanu Teja criou uma empresa sozinho, com a IA a fazer o trabalho de uma equipa inteira.
O Bhanu Teja tem 24 anos e vive na Índia. Criou o SiteGPT, uma plataforma que treina chatbots com o conteúdo do site de cada cliente. O chatbot aprende o que está publicado e responde a perguntas automaticamente.
Em 6 meses chegou a 15.000 dólares por mês de receita recorrente. Cresceu para mais de 20.000, soma 130 empresas clientes e mais de 500.000 dólares de receita acumulada.
O que interessa nesta história não são tanto os números do produto. É o que veio a seguir.
Construiu algo a que chamou "Mission Control". Dez agentes de IA autónomos, cada um com nome e função inspirados na Marvel: o Jarvis lidera, a Shuri escreve código, o Fury gere projetos. Partilham uma base de dados comum e delegam tarefas uns aos outros.
Fazem standups diários. De manhã, o Bhanu recebe via Telegram o que cada agente fez, o que ficou bloqueado e o que precisa de decisão humana.
O sistema funciona na cloud, 24 horas por dia. Quando o Bhanu dorme, a "equipa" continua. Corrige os problemas, gera o conteúdo, analisa as métricas e responde a clientes.
O post onde explicou o setup teve 3,8 milhões de visualizações. Dias depois escreveu uma coisa que me ficou:
"O problema agora não é falta de trabalho. É que os agentes produzem tanto que eu, como humano, não consigo acompanhar o volume."
Antes do Mission Control, o Bhanu não sabia que atividades de marketing fazer. Agora tem centenas de sugestões contextualizadas e o problema é escolher qual executar. O trabalho estratégico também mudou.
Isto é o que chamo de unicórnio de uma pessoa. Uma empresa inteira operada por um indivíduo, com capacidade de execução que compete com equipas de 10 ou 20 pessoas. Sem salários fixos, sem rotatividade e sem integração de 3 meses para cada pessoa nova.
Para quem gere ou investe em empresas com 100 ou 200 colaboradores, a pergunta é incómoda.
Quantas tarefas nesses departamentos são repetitivas, baseadas em regras e dispensam julgamento humano?
Na minha experiência, algo entre 30 e 40 por cento.
Esse intervalo é o espaço de eficiência que cresce todos os meses enquanto as empresas ficam paradas.
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