members-only post 3 min de leitura

A pergunta que desmonta o "sempre fizemos assim"

Às vezes a razão é boa, mas quase ninguém se lembra dela.
A pergunta que desmonta o "sempre fizemos assim"

Alguém propõe mexer numa coisa que funciona. A equipa responde com cinco razões educadas para não mexer, e todas fazem sentido. Depois alguém fecha a conversa com três palavras: "sempre fizemos assim".

Quem propôs fica com a sensação de ter perdido sem que ninguém o tenha contrariado. Eu ouvia esta frase com um aperto no estômago, porque sabia que a conversa tinha acabado e ninguém tinha decidido nada.

A frase nem sempre está errada. Há processos antigos que continuam bem feitos, e mexer neles seria um erro. Uma dupla verificação antes de um pagamento pode existir porque, um dia, a falta dela custou muito. Se for esse o caso, o processo merece ficar.

O problema é a razão que se perdeu. Numa tradição, alguém sabe por que se faz assim. Num hábito, já ninguém sabe. A frase serve para os dois casos, por isso não distingue nenhum. E discutir na sala qual é qual acaba, quase sempre, numa discussão sobre gostos.

Uma pergunta faz essa distinção. Essa pergunta é "Qual era a razão original?"

Ouves uma de três respostas.

A razão existe e ainda vale a pena. Manténs a regra, e agora todos sabem porquê. Isso já é um ganho, porque a regra deixa de depender da memória de uma pessoa.

A razão existia, mas o contexto mudou. Mudas a regra. A regra não estava errada. Alguém fez a regra para uma situação que acabou.

Ninguém sabe. Testas uma alternativa num prazo curto e vês o que acontece. Se nada correr mal, ficas a saber que a regra já não protegia nada.

Esta publicação é apenas para subscritores

Subscreve gratuitamente para continuar a ler


Se achas que isto pode ajudar alguém, partilha.

Talvez conheças um líder, empresário ou fundador que esteja a lidar com este problema agora.