Mais um relatório também tem um custo
Há uma proposta parada há dois meses. Pode ser mudar de fornecedor, entrar num mercado novo ou retirar um produto que ainda dá algum dinheiro.
Cada vez que o tema regressa à reunião, alguém lembra que falta um número. Pede-se mais uma análise, marca-se outra conversa e o assunto sai da agenda com a sensação de que se agiu com cuidado.
Visto de dentro, parece prudência. E às vezes é.
Com muita incerteza, há muitas vezes mais um relatório que gostaríamos de receber. O problema aparece quando o relatório seguinte já não vai mudar a escolha e serve sobretudo para adiar o momento de a assumir.
Muitas decisões difíceis já têm informação suficiente. O que as torna difíceis é que cada opção custa alguma coisa: dinheiro, a relação com um cliente antigo, a confiança de uma equipa ou a credibilidade de quem decide.
Barack Obama falou disto no Game Changers Forum, a propósito da Síria. Algumas das escolhas que considerou melhores para o país não eram as mais vantajosas para ele do ponto de vista político. Nenhuma saía sem custo.
Numa PME o preço é menor, mas o mecanismo parece-se. Quando nenhuma opção é limpa, esperar parece a única que não deixa marca.
Deixa, só que se vê menos.
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