Pede à IA que te contrarie
Abres o ChatGPT com uma escolha quase feita. Explicas a situação, dizes de que opção gostas e pedes uma opinião.
A resposta chega em segundos, bem estruturada, com argumentos que nem te tinham ocorrido a favor daquilo que já pensavas. Sais da conversa mais confiante e com a escolha igual à que tinhas ao entrar.
Foi agradável, mas serviu pouco.
A IA acompanha o enquadramento de quem lhe fala. Se lhe dás a tua preferência, constrói argumentos plausíveis para ela, como faria para quase qualquer outra posição.
Há uma forma melhor de a usar, ligada a um problema antigo de quem lidera. Quanto mais responsabilidade tem uma pessoa, mais difícil se torna receber uma opinião independente.
Raramente é má-fé. Há hierarquias e avaliações de desempenho, colaboradores que já perceberam para onde o CEO está inclinado e consultores que querem manter o cliente.
Numa reunião, o grupo vai convergindo para aquilo que sente que o líder quer ouvir.
Subscreve gratuitamente para continuar a ler