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A vaga que a tua empresa não devia abrir

A pressão para contratar pode ser real, mas isso não prova que a empresa precise mesmo de mais uma pessoa. Muitas vagas nascem de equipas cansadas, clientes à espera, processos maus, tarefas inúteis ou responsabilidades mal definidas.
A vaga que a tua empresa não devia abrir

A equipa está a abarrotar. Os clientes esperam há dias por uma resposta, os prazos apertam e o diretor aparece na reunião com cara de quem já não aguenta mais. Abrir uma vaga parece o passo responsável, quase a única coisa decente a fazer.

Talvez a pergunta certa não seja "quem vamos contratar?", mas "porque é que isto só se resolve com mais uma pessoa?".

A pressão é verdadeira, na maioria das vezes. Só que pressão não prova falta de gente. Prova que alguma coisa deixou de funcionar e nem sempre é o número de pessoas.

Na minha experiência, boa parte da sobrecarga vem de trabalho mal organizado, não de falta de mãos. A empresa tenta resolver com uma contratação aquilo que devia resolver com mais organização. É a forma mais cara de adiar um problema de gestão.

Antes de abrir a vaga, há três sinais que vale a pena olhar:

O primeiro: a equipa não consegue apontar uma única tarefa que podia deixar de fazer. Quando tudo parece essencial, raramente é porque tudo é mesmo essencial. É porque ninguém parou para perguntar.

Depois há o trabalho feito a dobrar. Duas áreas tratam do mesmo relatório ou pedem os mesmos dados ao cliente. Cada uma só vê o seu lado, por isso ninguém dá pela sobreposição.

O terceiro custa mais a admitir: a função da nova pessoa ainda não cabe numa página. Se não consegues descrever o que ela vem fazer, com um resultado e um prazo, ainda não sabes o que procuras e acabas por contratar quem te impressionou na entrevista, que não é o mesmo que quem a empresa precisa.

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