Delegar tarefas não liberta ninguém
Conheces o padrão: passas o trabalho, a pessoa faz, mas quando surge uma excepção liga para ti, quando muda a prioridade espera por ti e quando não tem a certeza se pode decidir simplesmente para? No fundo, fizeste um clone do teu fluxo de trabalho com uma pessoa diferente a executar.
O problema não é que delegaste. É o que delegaste.
"Faz-me este relatório até sexta" é uma tarefa: a pessoa executa, surge uma dúvida, pergunta-te, respondes. O ciclo repete-se.
"Preciso de perceber porque é que as propostas acima de 20 mil euros estão a cair mais no fecho, para decidirmos se mudamos o pricing ou o processo comercial até sexta" é um resultado. Aqui a pessoa sabe o que está em causa, por que razão interessa e até onde pode ir sem te interromper, e o caminho não tem de ser o que tu farias.
A diferença não está na sofisticação da linguagem, está no contexto que passas junto com o pedido.
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