O líder que fala por último decide melhor
Barack Obama contou-nos algo sobre os seus anos na Casa Branca que não esqueci.
Nas reuniões mais importantes, havia jovens assessores sentados na última fila, com os dossiers no colo. Pessoas que tinham estudado o dossiê em detalhe, que conheciam os dados e as implicações. Muitas vezes sabiam mais do que os ministros sentados à mesa principal.
Falavam por último. Se é que falavam.
Obama percebeu o custo disto com o tempo. Quando a hierarquia define a ordem em que as pessoas falam, a informação que chega ao centro da decisão já passou por filtros. Quem tem mais estatuto fala mais cedo e com mais convicção. Quem sabe mais, mas tem menos poder na sala, espera, adapta, ou cala.
A decisão sai pior. E muitas vezes ninguém percebe porquê.
O que isto custa numa reunião de direção
Como uma opinião partilhada cedo fecha o espaço para a informação que contradiz.
Reconheço este padrão porque o repeti durante anos na PHC.
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