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Pede à IA para destruir a tua ideia

Quase ninguém à tua volta tem incentivo para te dizer que o plano é fraco.
Pede à IA para destruir a tua ideia

Apresentaste o plano à equipa de gestão. Quinze minutos depois estava aprovado.

Ninguém levantou objeções a sério. Uma pessoa perguntou pela agenda, outra disse que fazia sentido, e a reunião passou ao ponto seguinte.

Saíste satisfeito. Provavelmente não devias.

À tua volta quase ninguém tem incentivo para te dizer que o plano é fraco. E quem tem coragem para o dizer costuma dizê-lo tão baixinho que tu não ouves.

Concordância rápida é um mau sinal

Nos primeiros anos discutíamos tudo. Éramos poucos e as ideias más morriam na conversa.

Depois a empresa cresce. As pessoas passam a depender de ti para avaliações, promoções e projetos. Discordar deixa de ser barato.

Depois vem o medo de parecer o do contra. E o cansaço de quem já discordou três vezes e viu as decisões avançarem na mesma.

Uma equipa que deixou de te dizer o que pensa parece uma equipa que concorda contigo.

A diferença só aparece meses depois, quando o plano falha e alguém comenta que já tinha achado aquilo estranho.

A maioria pede ajuda, não ataque

Quase todos os que usam a IA num plano pedem a mesma coisa. Melhora este texto. Torna isto mais claro.

O que volta é um plano mais bem escrito. As frases melhoram, a lógica parece mais sólida.

Os buracos continuam todos lá, agora mais bem redigidos.

E há um efeito pior. Sais com mais confiança do que entraste, sem teres recebido uma única informação nova.

Pedir ajuda devolve conforto. Para saber se o plano se aguenta, tens de pedir outra coisa.

Instruções que produzem oposição útil

O pedido tem de ser abertamente hostil. Não peças uma opinião. Pede um ataque.

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Talvez conheças um líder, empresário ou fundador que esteja a lidar com este problema agora.